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Praga, 5 anos depois de Erasmus

Na última semana voltei a Praga, a cidade onde fiz Erasmus. Perguntaram-me várias vezes porque estou a voltar a uma cidade que já conheço, e respondi sempre “porque não?”. Viajar não deve ser uma guerra do já fui aqui e do já fiz isto. Não devemos procurar riscar o maior número de países no nosso mapa-raspadinha, ainda que isso seja engraçado. Devemos sim aproveitar e viver no momento, onde quer que esse seja. Voltei, porque é bom recordar.

E voltar não quer dizer que a experiência foi semelhante à anterior, à de Erasmus. Pelo contrário. Não gostei de algumas coisas de Praga que pensava vir a gostar, e surpreendeu-me outras coisas. Mas eu acho que isto funciona sempre assim. Essa é uma das partes divertidas das viagens.

Dei a volta a Praga, claro, e mostrei tudo aquilo que conhecia a quem foi comigo. Vimos os pontos famosos, como o relógio astronómico, as praças, o castelo, a ponte de Carlos e por aí fora. Experimentámos também alguns restaurantes não famosos que eu conhecia dos meus tempos de Erasmus. Bebemos muita cerveja.

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Desiludiu-me quando fomos enganados no preço de uma refeição que se julgava barata. Desiludiu-me que a cidade tenha crescido tanto e por isso que a cultura checa se tenha diluído num mar de Thai Massages e Casas de Strip. Desiludiu-me as saídas à noite, que pensava que eram gigantes, mas também estava a compará-las com as saídas de Erasmus onde havia sempre alguma coisa para recordar.

Mas surpreenderam-me outras coisas. Como quando almoçámos à reis, e bebemos à la Tyrion Lannister e pagámos apenas 6 euros. Ou quando tivemos conversas profundas entre nós. Ou quando encontrámos malta da nossa terra, por acaso. Ou quando percebi que a vista da torre de Petri para a cidade é mais bonita do que a minha recordação. Ou quando vi novamente o castelo iluminado de noite.

E é isto, as viagens nunca são o que pensamos que elas vão ser. Há desilusões que têm origem em falsas esperanças. Esperanças destinadas a falhar porque o que foi perfeito e recordado nunca mais acontecerá da mesma maneira. E pelo contrário há momentos, nunca esperados ou planeados, que nos fazem pensar, “isto é viajar, isto é para recordar”.

Vamos tão longe, fazemos tantos planos e já vimos que isto das viagens nunca é o que pensamos que irá ser. Essa é a magia E o mais engraçado é perceber que o melhor que trazemos das viagens, e esta não foi a excepção que confirma a regra, são as amizades fortalecidas de quem levamos connosco.

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